DPOC

O que é

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma doença respiratória crônica, inflamatória, progressiva MAS e prevenível, caracterizada por obstrução persistente AO do fluxo de ar. Ela inclui bronquite crônica e enfisema pulmonar.

A principal causa é o tabagismo, mas também pode estar relacionada à exposição à fumaça de biomassa (lenha), poluição do ar, exposição ocupacional a poeiras e produtos químicos, e à Deficiência de Alfa-1 Antitripsina.

A DPOC apresenta-se como inflamação crônica das vias aéreas e destruição do tecido pulmonar, levando à limitação progressiva da respiração.


Diagnóstico

O diagnóstico é confirmado por espirometria, exame que mede a função pulmonar.

De acordo com as recomendações da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD), considera-se DPOC quando relação VEF1/CVF relação VEF1/CVF após o uso de broncodilatador, a é menor que 0,70, indicando obstrução ao fluxo aéreo que persiste.

Além da espirometria, o médico avalia:

  • Sintomas (falta de ar, tosse crônica, produção de catarro);
  • Histórico de exposição a fatores de risco;
  • Número de exacerbações (crises);
  • Exames como radiografia ou tomografia podem ser utilizados para avaliar complicações ou descartar outras doenças;
  • Exame de sangue para investigação de deficiência de alfa 1 antitripsina, anemia, eosinofilia, hipercolesterolemia, erc

Tratamento

A DPOC não tem cura, mas tem tratamento eficaz para reduzir sintomas, prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida.

As principais medidas incluem:

  • Cessar o tabagismo (principal intervenção para reduzir progressão);
  • Broncodilatadores de longa duração (LAMA e LABA);
  • Corticoide inalatório em casos selecionados;
  • Reabilitação pulmonar;
  • Oxigenoterapia domiciliar em casos de hipoxemia;
  • Vacinas contra pneumonia e virus.

 O tratamento é individualizado conforme a gravidade dos sintomas e o risco de exacerbações, seguindo as recomendações brasileiras e internacionais.


Como viver melhor

  • Parar de fumar e evitar poluentes;
  • Manter atividade física regular com orientação;
  • Seguir corretamente o uso dos inaladores;
  • Reconhecer sinais precoces de exacerbação;
  • Manter a vacinação em dia;
  • Manter acompanhamento regular com pneumologista.

 O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem reduzir internações, melhorar a capacidade funcional e aumentar a sobrevida.

Revisão científica: Dra. Maria Enedina Claudino de Aquino Scuarcialupi | CRM-PB 7379 | RQE 6518

Perguntas Frequentes

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